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Sem água tratada, Rio das Velhas é única fonte para milhares de moradores da Grande de BH

Por Redação , 03/06/2017 às 12:14
atualizado em: 06/06/2017 às 20:03

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Foto: Ana Solares / Projeto Manuelzão
Ana Solares / Projeto Manuelzão


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No sétimo e penúltimo dia da Expedição ‘Rio das Velhas, te quero vivo’, a reportagem da Itatiaia mostra a situação de milhares de pessoas que moram às margens do rio e não têm tratamento de água e muito menos de esgoto. É o caso dos 600 moradores de Maquiné, comunidade de Sabará, na Região Metropolitana de BH. 

“Sou casada, tenho seis filhos, avó de dois netos e a água lá a gente bombeia do rio, do córrego Santo Antônio”, conta Geneci Ferreira dos Anjos Rocha, 38 anos, moradora da comunidade.

Sem água tratada e esgoto, Geneci conta que os filhos já tiveram vários problemas de saúde. “Já passei muito sufoco em questão de bronquite e de doenças de xistose. Depois que implantou as fossas, diminuiu bastante a questão da doença”, diz.

Segundo a Prefeitura de Sabará, não há recursos para urbanizar e levar água e tratamento de esgoto à comunidade. O problema é comum em Sabará, cidade que joga 100% do esgoto no Rio das Velhas. Situação que ocorre também nas cidades de Rio Acima e Raposos.

Apesar de o Velhas não passar por Belo Horizonte, Marcos Poliano, coordenador do Projeto Manuelzão, destaca que a população da capital também contribui para poluir o rio, já que 20% do esgoto não é tratado. “Como é uma população de cerca de 2,5 milhões de pessoas, é um valor muito pesado. Na nossa lógica, é fundamental que haja essa interceptação desse resto de esgoto”, ressalta. 

De acordo com Poliano, em cerca de 120 anos a quantidade de água no Rio das Velhas diminuiu significativamente. “O preocupante é que, a cada ano que passa, com as avaliações que fazemos, a quantidade de água no rio vem diminuindo”, diz. 

“Não adianta olhar só para a calha. Temos que olhar para o entorno, para o território, temos que olhar para as montanhas que nos alimentam. Se não preservarmos cada gota que temos, e o cenário mostra, vamos perder o rio”, sentencia. 

O grupo de canoístas que faz parte da expedição vai percorrer neste sábado os últimos 18 km de navegação, de Sabará até Santa Luzia, trecho onde o Rio das Velhas encontra com o ribeirão do Onça.

Ouça acima a reportagem completa de João Felipe Lolli.

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